Iniciar qualquer menção a uma trajetória (profissional ou literária) acaba se tornando um desafio a mais neste mundo onde quase tudo se cruza.
Posso começar tanto uma quanto a outra agradecendo ao ensino público de qualidade que recebi. Sei que esse não é o privilégio de muitos que ora leem essas palavras.
Separei por partes então. Quando o assunto for texto leia abaixo.
Comecei como editor no ensino primário, vendendo um jornal impresso em mimeógrafos e o cheiro de álcool característico que acompanha tudo o que é feito dessa forma. Vendia os jornaizinhos e assim garantia um ciclo vicioso pois nessa época o (muito) pouco servia para comprar revistas em quadrinhos.
Então para fins de referência minha primeira experiência profissional como editor remonta ao grupo escolar. (E a minha primeira experiência profissional remonta ao ensino médio como pode ser visto aqui).
É preciso dar datas para as coisas ficarem mais palpáveis, mas o primeiro livro que editei com essa sanha de ser editor foi uma coletânea de poesias no longo ano de 1994. Namorei nas edições de quadrinhos e ficção científica durante muito tempo. Após uma parada participei do Estúdio HQ (é difícil definir o que foi o Estúdio HQ para o cenário de Belo Horizonte) tendo editado um jornal por lá e participado como curador da exposição dos Quadrinhos em Minas Gerais durante a 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos.
É dessa época que editei pela Zoop Editorial minha primeira revista, como editor, Juventude de Chantal. Além dela, a curta série Quadradin teve a edição A Guerra dos Imundos de Guga Schultzes.
Em 2000 fundo junto ao cumpadi de longa data o Emcomum Estúdio Livre, onde tive a oportunidade de publicar como autor e editor:
E dá-lhe publicações de outros colegas. Mendelévio, de João Marcos Parreira Mendonça, mais duas coletâneas da tira Juventude, uma tentativa frustrada de publicar O Homem Galinha de Evandro Alves, uma coletânea e vários trabalhos na área de teatro e artes.