Diadorim

22 de novembro de 2025
Imagem da Seção Gavetas Pessoais Diadorim

A versão Antiga de Diadorim

O conto curto é uma derivação para mim mais provocativa e mais desafiadora do que a crônica e que o conto propriamente dito. Isso, não pelo apelo da história “curta” mas pela capacidade de início, meio e fim. Isso aliado ao fato de conseguir também criar ganchos de interesse e surpresas.

Numa analogia simples, gosto mais de tiras do que de histórias em quadrinhos curtas. As tiras contém na sua forma sucinta um início, meio, fim e surpresas, às vezes com um único quadro e não com os três quadros que os jornais impressos consagraram.

Então esse será o campo do desafio, de sair do lugar confortável das mais de 300 (trezentas) páginas, para poucas laudas com uma mensagem direta.

O nome desta seção veio de um bar de chorinho no bairro de Santa Teresa, inspirada obviamente na obra mágica de Guimarães Rosa. Diadorim é um pouco de diamante e um pouco de ouro. É o lugar a ser descoberto, mesmo estando a vista de todos.

Espero que curtam a proposta.

A Versão 2025

Eu sou um louco por memorabilia. Por pequenas coisas que nos lembrem de algo ou de alguma coisa. Diadorim deveria me lembrar do Grande Sertão Veredas, mas na realidade Diadorim me lembra é da palavra mesmo. Cheia de significados diversos, cheia de coisas que eu poderia gostar, um nome de bar, o som do chorinho, a dualidade que está presente, a Minas Gerais invísivel que me assola a cada vez que abro um caderno para escrever, ou um editor de texto.

Gosto dos erros também. São fundamentais para nosso aprendizado. Como bom belo horizontino, dedico esse espaço as coisas que precisam ser conhecidas para não serem esquecidas. Convido quem não ouviu ainda a escutar Quanta Coisa integrante do meu álbum de Poesias Musicadas Digitalmente - Cicatrizes de uma Cidade que Lia, onde eu retorno ao meu papel de compositor, escritor de poesia, poeta algum dia... ou por um dia. Para as minhas cidades, que surgem a cada cruzar de ruas, de virar de quarteirão dedico palavras, vontades e desejos.

Evoé. Porque todo dia é dia de recomeçar uma história.